quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sensitivity - Por D. Donson











O dia amanheceu branco de neblina. Acordamos muito cedo decididos a viver, a tornar o dia todo inesquecível. Eu, Malu Paterno e Yan Perkins fomos para o outro lado da cidade em busca de diversão. Conseguimos ingressos para Universal Studios e partimos para aproveitar estas últimas semanas no exterior. Foi magnífico. Conhecemos diversas atrações dos filmes da Universal, várias montanhas russas muito, muito radicais como a do Hulk, da Múmia e dos Simpsons. Nem sei ao certo mensurar quão intenso foi este dia que acabou há quinze minutos. Com o tempo talvez eu assimile. Mas, juro, me senti muito citzen of the planet quando fui ao MAIOR Hard Rick Cafe do mundo e jantei la. Isso foi há quatro horas atrás.

Foi magnífico mesmo. Comi Fijitos mexicanos com a melhor cherry pepsy ever. Nunca me esquecerei da decoração das paredes com peças dos maiores deuses do rock. Só escrevo para não me esquecer que não posso esquecer. Estou meio triste estes dias. Devo partir para casa em breve pois estou fechando um ciclo aqui. Contudo, vivi tanto nestes últimos meses que parece que meus olhos foram abertos. Sei lá, é como se o mundo estivesse se abrindo pra mim e eu finalmente pudesse ver o quão vasto e ilimitado é o mundo e o universo. Eu nunca mais vou voltar ao meu tamanho original, mas falo isso da maneira mais positiva, sem nenhum tipo de soberba, pois agora estou ainda mais curioso e humilde para caminhar e descobrir o novo.

Parece piegas, eu sei, mas são as minhas confissões, já que não pago psicólogo. Estou com saudade de casa, estou querendo rever os meus entes queridos, meus amigos, meu cão. Sentirei saudades de todas as gentes que conheci aqui também, dos brasileiros, americanos, porto-riquenhos, haitianos, franceses, italianos, irlandeses, etc, etc, so on, so on... aff. Como o mundo muda quando a gente decide mudar. Num dia normalíssimo do cotidiano, no mes de março que foi ontem, decidi que iria viajar. Agora, depois de tantos acontecimentos, muitas dificuldades e muito esforço de minha parte, eu me sinto muito pleno e contente pela forma como tudo se sucedeu.

Este post é meio melancóligo, eu sei, mas só estou num momento introspectivo, olhando para um lago enorme da minha janela, o Lake Bryan. As árvores aqui são tão bonitas... todos os dias quanto tomo o J Bus para o animal Kindom eu admiro a beleza das árvores. Os campos são vastos e nem existem tantos prédios nesta região. Muitos animais, esquilos, lagos, verde, natureza e vida. Eu não de admirar sem necessidade alguma de escrever a respeito. Simplesmente respeito o fato de que a vida acontece para todos e que a vida é a mesma em todos os lugares, se soubermos apreciá-la e observá-la. A vida é igual em toda parte, o que é necessário é estarmos atento. O que é necessário é ser um pouco sensível, é ser um pouco gente.

3 comentários:

Silvia Elena Augusto disse...

Dani,

Nem sei o que devo escrever... Bem, você sabe o que eu penso, até mesmo pq compartilhamos muitas coisas, mas muitas mesmo, né?

Não vejo a hora de poder te dar um abraço! Muitas saudades e muito feliz por você, viu?

Super bjo no seu coração:)

Fernanda disse...

Ah Donson, volta logo pra contar tudo isso que vc viveu.

Saudades ;)

O Tempo que leva... disse...

dani!!!!

Lindo este post e a conclusão então... acredito que muitos que partem buscam essa nova vida, e na verdade, ela é igual onde quer que vc esteja...

sdds enoooormes!

bjos