quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O Mundo Comeca Agora...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sensitivity - Por D. Donson
O dia amanheceu branco de neblina. Acordamos muito cedo decididos a viver, a tornar o dia todo inesquecível. Eu, Malu Paterno e Yan Perkins fomos para o outro lado da cidade em busca de diversão. Conseguimos ingressos para Universal Studios e partimos para aproveitar estas últimas semanas no exterior. Foi magnífico. Conhecemos diversas atrações dos filmes da Universal, várias montanhas russas muito, muito radicais como a do Hulk, da Múmia e dos Simpsons. Nem sei ao certo mensurar quão intenso foi este dia que acabou há quinze minutos. Com o tempo talvez eu assimile. Mas, juro, me senti muito citzen of the planet quando fui ao MAIOR Hard Rick Cafe do mundo e jantei la. Isso foi há quatro horas atrás.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
More Than I Expect For - Daniel Donson








sábado, 28 de novembro de 2009
And The Wish Come True! - D. Donson


Beijos e Grifes
Ontem eu fui para a Black Friday, um dia de queima de estoques total nos shoppings e comercio em geral. Fomos ao Premium Outlet, que reune dezenas de grifes. Eu ja estava sem grana, mas nao acreditei nos precos bizarros daqui. Normalmente, tudo e barato. Na Black, os descontos chegam a 70%. Comprei um moleton da Ecko por miseros U$ 20, enquanto no brasil estava R$300. Comprei um casado da Gap pela bagaleta de U$ 15, enquanto no Brasil custa pelo menos R$. Os meus amigos me explicaram que as coisas no brasil, tudo, chega a ter 800% a mais do valor do produto que sai daqui. E uma infamia a diferenca. Pretendo comprar muito por aqui…lol. Eu entrei na Diesel e pela primeira vez na vida sai com uma calca de la…hahahaha. Beijos e grifes.
Baladas
Orlando tambem tem muitas opcoes para a noite agitava e fria.Inclusive estamos sofrendo com o inverno atipico. Faz muito frio e eu comprei um toca polonesa super hype…rsrsrs. Temos muitas casas noturnas, de todos os tipos e generos como o House of Blues e o Buffalo’s. Nunca e monotona a noite, apesar de nao termos televisao. Nao consigo descrever mais as coisas porque estou com fome. Aqui a unica intemperie e a comida. Americano gosta mto de fast food. Tem comida congelada por um dolar no wal-mart. Quase sempre comemos michelinas, tudo feito no microondas. Mas ja fugi no assunto balada. Tenho Day Off na terca, pretendo ir ate Downtown Disney conhecer as boates. Depois conto como e e posto novas fotos. Saudades de casa, mas adorando explorer o mundo. E apenas comecamos.
Eu nao sou doido pela Disney. Doido e quem nao conhece…lol.
PS> Cruzeiro para as Bahamas surgindo, NY e mais que certo ja! Abracos!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Perdas e Ganhos de 2009 - Por D. Donson

É bem como esta música que me sinto. Bem mais forte do que eu era há algum tempo atrás. Me sinto crescido, wiser, diferente. Estava tão cansado e, de repente, depois de tantos esforços integrados, paro e contabilizo: EU VENCI. Cheguei extamente aonde eu queria estar. Nunca senti nada semelhante, um sentimento de realização tão insuperável.
É como se valesse a pena ter dado todo esse duro sem certeza alguma de resultado. E somente eu sei o duro que eu dei. How long I have to climb. Agora, finalmente, depois de cinco anos, vou ultrapassar fronteiras geográficas e interiores também. Eu rompo com tantos “nãos” por meio desta viagem... Ela é a prova de que eu nao preciso provar nada pra ninguém.
Olhando para trás, vejo que 2009 foi o meu melhor ano, em todos os sentidos. Atingi tudo o que pretendia, pela primeira vez na vida. Hahahaha... estou só dizendo obrigado, como na Música (Caramba, como ouvi Thank U este ano). Obrigado aos amigos que tanto me ajudam, à família, obrigado Deus, obrigado adversidade, obrigado, obrigado desilusão amorosa, obrigado fracasso...hahaha. Estou rindo na cara do fracasso agora.
Hurul! É tão estranho quando você está tão empenhado em algo e não percebe que simplesmente conseguiu o que se queria. Nossa, é um alívio estranho...rs. Um alívio que diz: eu ainda tinha força...lol. Mas já podemos curtir, apenas começamos. O novo mundo começa agora... apenas começamos.
Contabilizando as perdas e ganhos:
Perdas:
- Um grande amor (?)
- Uma falsa amiga
- Curso de teatro
- Uma balada imperdível
- Uma calça diesel original (isso eu também conto...lokaaaa...rs)
Ganhos:
- Show da Alanis Morissette (God, como valeu)
- Concurso Videominuto (R$ 1000,00...rsrss)
- Curso de Francês
- Novos amigos
- Intercâmbio para EUA (Disney, Mimi, NY...)
Somando tudo, ah, to no saldo positivo, acredite...hehehehe. Daqui dois dias as coisas nunca mais voltarão a ser as mesmas: eu mesmo não voltarei do mesmo tamanho. Acompanhe minha viagem, toda quinta-feira prometo postar sobre a aventura.
Au revoir!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A Ousadia de Sonhar – Walter Elias Disney

quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A Tréplica - Por D. Donson


Esta não é como uma carta qualquer. Esta carta eu escrevi para você, sem me importar com os possíveis leitores que, silenciosamente, podem estar atrás de uma tela qualquer. Trata-se da tréplica, com uns meses de atraso. Quando lhe enviei o cartão, nada pretendia a não ser deixar claro que te amo sem compromissos de te amar. Amanhã ou depois, de repente, num momento normalíssimo do cotidiano, já não te amo mais.
Às vezes acho piegas essa coisa de amor. Não amo com frequência não. Juro que você foi um caso a parte, é um caso pra mim? Não sei, sabe. Talvez eu seja tão neurótico e tenha uma série de pré-requisitos: inteligência (que seja acima da média), simpatia, beleza... talvez eu pesquise demais e faça muitos testes. Muitos são negativos.
Quem me ama, também dá negativo.
Por isso é que eu gosto mais é do imaterial peso do carinho por uma pessoa. Por exemplo, posso sentir carinho e gostar de várias pessoas, sem compromisso de amá-la. Pois amor da muito trabalho. É excruciante. É exaustivo. Exige atenção e cuidado. E tive bastante cuidado para não te odiar também.
Na verdade, eu até poderia. Mas preferi ficar com o que idealizei de você. Pois você não é tudo o que eu imaginava. No entanto, muita coisa é verdade. Seu cheiro é verdade. Sua voz também. Sua boca é verdade. SUA BOCA É UMA GRANDE VERDADE. De fato, acho que talvez a boca tenha pesado mais, não sei... E seu corpo é muito bem trabalhado, embora não seja o corpo mais bonito.
Entretanto, é o corpo que eu quero. E quero inteiro: com a alma dentro. Não sei como serei amanhã, sei que você não está feliz. Você não fala com freqüência. Juro que quando recebi sua carta – foi a primeira vez que você falou, foi libertador –, tive a nítida impressão que você estava me deixando de stand by para um futuro não muito distante. Eu também te deixei de stand by de certa forma. Porque eu, por mais insistente, tenho amor próprio e precisava fazer novos testes.
Tive alguns resultados regulares, outros satisfatórios, mas nenhum excelente. Hahaha to tentando usar linguagem matemática para ver se você entende sem precisar decodificar, embora amar seja um cálculo matemático errado. Soma de incompreensões e dúvidas. Você até gosta das entrelinhas, do que é implícito. Você, que já viajou o mundo e desconfia do mundo, não sei até quando estará por perto... Prometo guardar o postal de São Petesburgo, assim como a carta, pois trata-se de uma história. A minha.
Não poderia deixar de dizer como apreciei te ver de novo. Sentir seu cheiro. Gosto tanto do seu perfume que talvez nem seja perfume, mas o odor propriamente da pele. Do seu jeito de olhar que é sempre uma incógnita. Teve alguns segundos que não precisou de palavra, nem conversa. A gente só ficou se olhando, com quem compreende sem necessidade de fala. Pensei que era despedida.
Vejo que não era a final. Talvez você se supere se um dia chegar a me amar. Sei das suas limitações, das suas necessidades, dos seus gostos. Penso que sei. O que salva é que se for realmente como penso, dia ou outro você escapa e resolve viver algo real e legítimo. Embora isso, até hoje, não tenha eu vivido. Virá o dia em que poderemos nos reconhecer (ou conhecer), que romperemos com todos os “nãos” que existem em nós. Até lá, o caminho é caminhar.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Meditação Profunda - Por D. Donson

É uma verdadeira ofensa toda essa força de vida que tenho. Muitas vezes, desconheço a origem. Acho que vem de Deus. Estes dias vi uma borboleta azul. Lembrei do que me disse uma amiga e logo fiquei azul também. Todo feito de azul. Era um azul neutro, como quem não mais se preocupa com as adversidades anônimas e inerentes à uma vida tão cheia de mistérios como a minha.
É que não posso contar tudo. E ninguém nunca sabe de que negras raízes se alimenta a liberdade da pessoa que está na sua frente. Mas sou honesto e o meu jogo é limpo: só não conto os segredos de minha vida, os preços que muitas vezes temos que pagar silenciosamente e nem sequer podemos chorar. As perdas... Porque toda conquista resulta de muita, mas muita renúncia.
Juro que estou indo muito longe nesse jogo. Apostei toda minha fortuna e riqueza de coração. Hoje é um dia decisivo, com a cara em São Paulo novamente. Se eu passar no Cosulado, terei mais outros dias para vencer. É excitante cada nova jogada, é como brincar de vida e morte. E cada dia a mais que se vive, é um dia a mais que se rouba da morte. Percebe como somos obrigados a encarar tudo de frente?
Não volto neste blog tão cedo. Não tenho compromisso com ele. Só escrevo agora para comunicar algumas coisas para mim mesmo, apenas para não esquecer. Só escrevo rapidamente porque tenho cinco minutos de ócio e me veio uma súbita inspiração. Volto aqui apenas para somar as perdas e ganhos de 2009.
Só queria deixar claro que eu continuo no jogo, que desde que nasci já ocupo o meu lugar no espaço (como diz a física), que sempre estou aberto para conhecer novos espaços, experimentar novos *flavors, e assim fazer a grande roda gigante girar. Com muita ousadia e talento, porque é tudo que temos para não sermos arrastados. Nós, os que se recusam a desistir. Chorar? Jamais. Se for preciso, um dia a gente grita.
"Come and hear, all you who reverently and worshipfully fear God, and will declare what He has done for me". Psalm 66:16 (King james version).
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Never Stop To Climb

Every step I'm taking
Every move I make
Feels lost with no direction
My faith is shaken
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high
There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb!
The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down
But no, I'm not breaking I may not know it
But these are the moments that
I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
and I, I gotta be strong
Just keep pushing on'Cause
There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
Keep on moving
Keep climbing
Keep the faith
It's all about
It's all about the climb
Keep the faith
Keep your faith
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Vivendo, apesar de...

Aprendendo a Viver - Clarice Lispector.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Descaminhos do Tempo - Por D. Donson
Sei que é ousadia minha apelar para o reino sagrado das palavras
É uma verdade universalmente conhecida que o tempo nada perdoa.
Moro em casa alugada. Há pé de goiaba no quintal. Às vezes chove.
Não há tempo, porém, para lamúrias. É dever meu ser dono de mim.
É setembro. O inverno se foi e estou pensando em migrar para o Norte.
Porque, no fundo, o que a gente quer é algo tão mais corriqueiro e comum.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Eu - Florbela Espanca

Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Quase... - Luiz Fernando Veríssimo

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Dia de Luz, Festa de Sol - Parte II - Por D. Donson

Prezado(a) Daniel Marcolino Pereira,
Parabéns!!!
Gostaríamos de informá-lo que foi selecionado para participar do Walt Disney World® International College Program 2009.
Em breve, você receberá uma ligação do Staff do STB, com todos os detalhes sobre os próximos passos. Por favor, espere pela ligação, pois entraremos em contato com todos os candidatos selecionados.
Para que possamos manter os seus dados atualizados, preencha ou confira os campos abaixo:
Continue acessando a área de selecionados com freqüência, pois em breve, a mesma será atualizada com as informações sobre o cadastro no site do Consulado Americano e também sobre a documentação necessária para obtenção do visto.
Atenciosamente,
Alanis Morissette
Composição: Alanis Morisette / Glen Ballard
How 'bout getting off of these antibiotics?
How 'bout stopping eating when I'm full up?
How 'bout them transparent dangling carrots?
How 'bout that ever elusive kudo?
Thank you, India
Thank you, terror
Thank you, disillusionment
Thank you, frailty
Thank you, consequence
Thank you, thank you, silence
How 'bout me not blaming you for everything?
How 'bout me enjoying in a moment for once?
How 'bout how good it feels to finally forgive you?
How 'bout grieving it all one at a time?
Thank you, India
Thank you, terror
Thank you, disillusionment
Thank you, frailty
Thank you, consequence
Thank you, thank, you silence
The moment I let go of it was
The moment I got more than I could handle
The moment I jumped off of it was
The moment I touched down
How 'bout no longer being masochistic?
How 'bout remembering your divinity?
How 'bout unabashedly bawling your eyes out?
How 'bout not equating death with stopping?
Thank you, India
Thank you, providence
Thank you, disillusionment
Thank you, nothingness
Thank you, clarityThank you, thank you, silence
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Não Te Amo Mais - Clarice Lispector

sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A Jornada Continua... Por D. Donson

Sempre quando viajo, tenho plena certeza de que aprenderei muitas coisas. Toda viagem nos alarga, nos expande de alguma maneira. Seja para São Paulo, para o sertão da Paraíba, para a Polinésia Francesa ou para o mundo em geral. Estou tentando, atualmente, viajar para a Disney, em Orlando. E até lá há uma longa estrada.
Fui para São Paulo na última quarta-feira (2), no último ônibus do terminal. Um terminal é algo mágico, sabia? É o único não-lugar do mundo. Não-lugar porque ali não pertence a ninguém. Todos estão de passagem, chegando, saindo, cada qual com seu destino. Ou sem ele. Num terminal é possível se achar de tudo: de drogados, a pregadores da palavra de Deus.
Foi assim que, enquanto imaginava que ia descansar para a viagem, ouvindo de leve Safe Trip Home (Dido), três mulheres negras de roupas muito coloridas sentaram na minha frente. Logo estranhei porque o perfume delas era algo extremamente estranho, era agridoce – parecia incenso. Usavam lenços na cabeça e roupas de oncinha.
De repente, elas começaram a falar um dialeto. Meu, que da hora! De onde será que elas eram? Depois, uma delas falou algo em inglês, ai eu não agüentei. “Where R U from”? elas ficaram doidas quando eu falei com elas. Virou quase um culto evangélico. Imagino que há dias elas não falavam com ninguém além delas mesmas...ahahah. Então, viemos conversando.
Lola, Katie, Rebeca e eu. Como era a vida na Nigéria, como vieram parar no Brasil, etc, etc, etc. Dentro do ônibus, contando que eu ia para São Paulo ser entrevistado pra Disney, não é que aparece uma candidata? Estava vindo de Limeira, Luciana, aí o resto da viagem foi trocando figurinha com ela. Cheguei, dormi em hotel, acordei às 4h30 e me arrumei.
E essa foi a minha aventura até aqui. Não deu para ver a Joyce e o André, amigos que há muito quero conhecer. Meu celular ficou off. Enfim. Sei que muitas outras coisas vão acontecer. Mas estou muito contente e tranquilo. A jornada está só começando. A jornada é o caminho.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Utopia – Alanis Morissette

Composição: Alanis Morissette, em homenagem às vitimas do 11 de setembro
Disco: Under Rug Swept (2003)
Juntaríamos-nos todos em uma sala / We'd gather around all in a room
Afrouxaríamos nossos cintos / Fasten our belts engage in
Conversaríamos / Dialogue
Todos relaxariam / We'd all slow down
Descansaríamos sem culpa / Rest without guilt
Não mentir sem medo / Not lie without fear
Discordar sem julgamento / Disagree sans judgement
Nós ficaríamos / We would stay
E responderíamos / And respond
E expandiríamos / And expand
E incluiríamos /And include
E permitiríamos /And allow
E perdoaríamos /And forgive
E aproveitaríamos /And enjoy
E envolveríamos / And evolve
E discerniríamos /And discern
E inquiriríamos /And inquire
E aceitaríamos /And accept
E admitiríamos /And admit
E divulgaríamos / And divulge
E abriríamos /And open
E alcançaríamos / And reach out
E falaríamos /And speak up
Essa é Utopia, essa é minha Utopia. / This is utopia this is my utopia
Esse é meu ideal meu “in sight” final. / This is my ideal my end in sight
Utopia, essa é minha Utopia. / Utopia this is my utopia
Esse é meu nirvana./ This is my nirvana
Meu ultimato./ My ultimate
Abriríamos nossos braços / We'd open our arms
Nós todos pularíamos, nos deixaríamos cair / We'd all jump in we'd all coast down
Nas redes de segurança / Into safety nets
Nós dividiríamos / We would share
E ouviríamos / And listen
E apoiaríamos / And support
E acolheríamos / And welcome
Seriamos arrastados pela paixão / Be propelled by passion
Não investiríamos em resultados / Not invest in outcomes
Nós respiraríamos / We would breathe
E seriamos encantadores / And be charmed
E apreciaríamos a diferença / And amused by difference
Seriamos gentis / Be gentle
E aceitaríamos todas as emoções. / And make room for every emotion
Nós providenciaríamos discussões / We'd provide forums
Todos falaríamos / We'd all speak out
E todos seriamos ouvidos/ We'd all be heard
E nos sentiríamos notados. / We'd all feel seen
Nós levantaríamos após os obstáculos / We'd rise post-obstacle
mais definidos / More defined
mais gratos / More grateful
Nós nos curaríamos / We would heal
Seriamos humildes / Be humbled
E nada poderia nos parar / And be unstoppable
Seguraríamos forte / We'd hold close
E deixaríamos ir / And let go
E saberíamos quando fazer o que / And know when to do which
Nós libertaríamos / We'd release
E desarmaríamos / And disarm
E suportaríamos / And stand up
E sentiríamos seguros / And feel safe
Essa é Utopia, essa é minha Utopia. / This is utopia this is my utopia
Esse é meu ideal meu “in sight” final. / This is my ideal my end in sight
Utopia, essa é minha Utopia. / Utopia this is my utopia
Esse é meu nirvana./ This is my nirvana
Meu ultimato./ My ultimate
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Carta Para a Única Sóbria do Ex-grupo - D. Donson

Só estou escrevendo para que eu possa esquecer o assunto. É, porque para mim também é importante falar. E também porque você é a pessoa que eu mais julgava sensata do grupo. O que ocorreu ontem, de modo nenhum me impressionou, embora eu tenha ficado chateado. Mas era de se esperar, era previsível. Jamais me faria de vítima, no entanto, neste caso, foi meio que injustiça.
Primeiro, porque meu desempenho no grupo foi igual ou melhor do que alguns integrantes falantes. Sempre falantes, sempre querendo demonstrar criticidade nos assuntos, mas quando é para trabalhar mesmo sempre procuram alguém ou alguma coisa que justifique a nota, ou as incompetências. Nada que possa comprometer a foto no final de tudo, porque, é fundamental mostrar ao mundo cada trabalhinho das crianças - recordação.
Segundo, achei, de modo geral, muito esclarecedora a atitude do grupo. Quando falo “grupo” estou sendo generoso e singelo. É que tem gente extremamente submissa que não se importa em trabalhar às sombras dos “líderes”, dos pretensos “jornalistas”, dos seres excepcionais que nasceram para brilhar. Talvez meu problema tenha sido este, não é? fui subversivo e acabei questionado demais.
E continuaria a questionar se continuasse. Não que eu seja um exímio profissional, tenho minhas falhas. Mas porque tenho plena consciência de que ninguém é melhor que ninguém. E, que, potencialmente, todos somos iguais. E eu é que sou antiprofissional? Ser excluído para não haver futuras discussões? Cadê os grilhões, a máscara de ferro?
Contudo, juro que estou bem mais aliviado em relação a algumas pessoas que tenho que conviver nesta graduação. Me considero mais maduro e muito mais apto para discordar. O bom do universo é que aquele papel, o diploma, não significa absolutamente nada, muito menos agora, não é? O bom do universo é que o mercado seleciona, como ouvi alguém dizer. E graças a Deus, já estou nesse mercado desde o primeiro mês que entrei neste curso.
Sintomático, não? Alguma capacitação e habilidade devo ter. Mas sabe, Lílian, continuo admirando seu talento e sua especial habilidade para lidar com pessoas. Eu me considero paciente, mas você me supera, indubitavelmente. Afinal, suportar uma conversa em que a pessoa fala apenas dela mesma é sempre um teste de nervos. De cada dez palavras, nove são sobre ela e a outra sobre algum evento da vida DELA. Esta jamais diz “como vai?”...hahaha. Desprezível. Falta alguma coisa essencial, falta uma certa sensibilidade que, thank God, não sou eu quem vai ensinar. A vida educa, thank God!
Acho que eles pensam que o mundo gira em torno deles. Que é o mundo precisa mudar e não eles. Que as pessoas são inadequadas ou displicentes e não correspondem ao nível deles. Eu rio disso. Especialmente destes que se acham a bolacha última do pacote, (inquisidores de professores), mas que quando escrevem demonstram tão pouco apreço ou intimidade pela língua. Eu adoro línguas, acho que elas abrem porta para evoluirmos enquanto pessoa – cidadania do mundo, sabe. E não existem sinônimos, cada palavra tem um significado único. Por isso estou sendo cuidadoso e selecionado aqueles que acho que remetem à semântica do meu pensamento.
Eu já li textos da menina e do menino. A menina tenta articular, mas peca muito na gramática. Fala muito de si mesma, como era de se esperar. As pessoas ridicularizam. Falta talvez um pouco de literatura universal, indicaria Franz Kafka. Porque se você produz algo que todos produzem, a oferta é maior do que a demanda e aí a volatilidade do mercado fala mais alto.
Já o menino é realmente amador. É arrogante tanto quanto e, por vezes, tenta mostrar humildade franciscana. Eu sou arrogante com gente arrogante. Eu só sou culpado por dar feed backs à altura. Mas o menino, tão cheio de opiniões, precisa de um reforço escolar, uma alfabetização de maior qualidade. É uma defasagem de anos, difícil querer ser bom do dia para noite. Experiência que quem já passou alguma dificuldade na vida e que só se apegou à escola e aos professores por não querer ficar em casa devido a abusos.
Não pense, porém, que pretendo com este e-mail me autoafirmar, ou ostentar qualquer coisa, ou me fazer de vítima. Eu só não poderia ficar quieto frente a uma atitude tão pueril e tão arbitrária quanto essa. Para o aspirante nível universitário que observo, tenho medo do futuro do Brasil. Gente que só pensa no seu nariz – medo. Olha que ontem eu falava com God e perguntava a melhor forma de me comportar em face da mediocridade de algumas pessoas.
Ele me disse, quase que pessoalmente, que eu deveria anotar o nome deles no meu caderninho do esquecimento. Disse ainda que seria salutar não me formar com eles, já que depois eu nunca mais veria se quer um virtual ‘como vai’. Disse ainda que era fundamental seguir meu caminho, em detrimento das adversidades e tentar tirar notas bem altas. Disse também que já conheci pessoas bem piores e que atitudes como esta, para eles, é natural.
É difícil se observar, pensar sobre si. É quase um dom. Portanto, não posso cobrar nada se o que eu vejo quase ninguém vê. Cansei de escrever e é inútil delongar. A melhor resposta não sou eu quem vai dar. Só escrevi para não esquecer de nada e sustento tudo isso. Thank God porque outros outubros virão, outras manhãs, plenas de sol e de luz. Estou ansioso por um tempo melhor do que o presente, onde as pessoas sejam pouco mais transparentes, mais solícitas, mais unidas. E amizade seja coisa mais comum de se achar.
P.S. não esquecer de tirar fotos nos próximos trabalhos.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Perseguindo A Vida...

Sobretudo um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento. Eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia, a um gesto meu minhas vagas se levantarão poderosas, água pura submergindo a dúvida, a consciência.
Eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro.
Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões, não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante; sempre fundido, porque então viverei, só então serei maior que na infância, serei brutal e mal feita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas.
Ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a compreensão de mim mesma em certos momentos brancos porque basta me cumprir e então nada impedirá o meu caminho até a morte sem medo. E de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo.
Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector - 1946)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Trem Para as Estrelas - Por D. Donson

Hoje pego o trem, hoje pego o trem
Não avisarei a ninguém, de malas prontas partirei.
Eu já estou com o pé na estrada, finalmente serei Requiem
Não sei se o que falo é o que sou, mas meu nome... Este guardarei.
Ouvi, relva do campo, ouvi, acordes do vento!
Estou voltando, estou chegando ao orgânico alento.
O rosto queimado, o suor e a fatiga
Quero um canto de paz, sem vozes atrozes,
Sem rimas antinas.
Hoje pego o trem, hoje pego trem
Estou fugindo da terra dos homens, da força gravitacional.
Cansei da limitação dos que não voam, do real - saberei o que há em Marte
Sou metafísico, imaterial, sou Hembrandt, sou Arte.
Ouvi seres gritantes, ouvi o brado dos bons!
Não estamos em paz com esta nova guerra
Que se dá no recôndito dos corações,
No foro íntimo da humanidade.
Lutamos por um novo tempo, aniquilaremos a passividade
O que importa deveras é recomeçar e construir novas edificações.
Ouvi guerreiros ardis, logo vem o trem para as estrelas
Do alto da serra, levando os feridos desta nova guerra.
E a reticente primavera breve será cortada
Mas voltará mais forte e bela ano que vem
Se a geração que ora alvorece continuar atada
Desaparecerá com a seca, não alcançará o trem...
Sou um andarilho divagante, um réu de meus ideais.
Vivo cada instante esperando um trem – o trem da salvação
Há tanto que já me perdi, temo em encontrar-me tarde demais,
E receber como pagamento, a grande medida do silêncio e da solidão.
